Hoje ele estava radiante, os olhos dele brilhavam com uma paixão que nem ele sabia explicar, o perfume que ele usava impregnou nos cômodos da casa, e ele simplesmente estava feliz. Curtiu toda a semana e hoje estava lá de pé indo curtir mais uma noitada, vestiu uma blusa rosa que eu amo tanto e perguntou se eu também queria ir. Mas cedo ele havia me ligado dizendo que foi assaltado e que mesmo assim queria sair. Um vento forte passou por nós na porta da casa dele e a luz fraca do poste me mostrava um sorriso torto e lindo que eu conhecia tão bem, e que naquele momento eu sabia que nós havíamos perdido o jogo. Fui naquele maldito bar de sempre, que me trás tantas lembranças e histórias (algumas boas risadas e muitas lágrimas afogadas), mas hoje eu tomei outro drink (que eles batizaram de diabo sorridente por sua causa), colocaram as piores músicas e eu voltei pra casa, mais perdida ainda. Descobri do pior jeito possível ao chegar em casa que aquele vento forte de antes não só levou seu perfume, levou você e toda a alegria que ainda restava aqui nessa maldita casa fria.

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