Livro: Quando a Bela Domou a Fera
Autora: Eloisa James
Editora: Arqueiro
Páginas: 311
Tempo de leitura: 2 dias
Nota: 10

SINOPSE: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher. Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Calma, deixa eu respirar fundo aqui e colocar minha cabeça no lugar. O QUE FOI ESSE LIVRO? Sério, estou estagnada aqui tentando organizar meus pensamentos e confesso que está sendo bem difícil. Há algum tempo venho querendo ampliar minhas leituras e acabei percebendo que eu não lia tantos livros de época assim, principalmente os romances avassaladores, e esse livro eu ganhei em um sorteio do evento Romances de Época da editora Arqueiro, e estou amando. Voltando ao assunto principal, Quando a Bela Domou a Fera é um daqueles livros que você devora sem vê a hora passar e quando acaba bate aquela velha BAD literária hahaha. É uma releitura da famosa obra A Bela e a Fera, e seu protagonista é inspirado no amado/odiado Dr. Gregory House (aquele mesmo lá da série!), legal né? Também achei 😊

A narrativa é contada em terceira pessoa e conta a história de Linnet Berry Thrynne, uma jovem de 23 anos com uma beleza extraordinária, pele perfeita, olhos brilhantes e cabelos ruivos que viu sua reputação ir por água abaixo quando a viram beijando o príncipe Augustos e os boatos de uma gravidez a deixa muito furiosa. Como diz aquela velha lei de Murphy: "Nada é tão ruim que não possa piorar", para o caso da nossa protagonista até seu pai achava que ela era uma promiscua (algo que ela tinha puxado da sua falecida mãe) e que sua beleza era na verdade uma maldição. Seu pai era o visconde de Sudon, mas não era influente, esse era um fato importante na sua vida, e só de pensar que sua filha estava grávida o deixava horrorizado.

Mas a verdade era que Linnet NÃO estava grávida e muito menos havia se deitado com o príncipe, tudo não passava de um mal entendido por causa de um vestido estupido que ela usara no baile, porém agora já era tarde, toda a cidade (e quem sabe até Londres) sabiam que ela estava arruinada. E agora? O que fazer pra mudar isso?

É nesse momento que sua tia resolve criar um plano (que diga-se de passagem, era bem maluco) para que Linnet arrumasse um marido e então pudesse assim recuperar sua reputação. O que nenhuma das duas esperavam era que o pai concordasse com a loucura que era o plano e incrivelmente a deixasse ser levada sozinha para um país desconhecido.

Piers Yelverton, conde de Marchant, era um médico arrogante, presunçoso e que possuía uma língua afiada, seu temperamento curto e sua insensibilidade o fazia ser temido por todos a sua volta, menos é claro, por Prufrock seu mordomo e por seu primo Sébastien. O conde tinha um relacionamento conturbado com seu pai, o duque de Windebank, portanto tudo que envolvia ideias e sugestões vindas do seu pai, Piers desdenhava e desprezava. Depois de 26 anos o duque apareceu de surpresa no castelo, trazendo a tira colo uma futura noiva para o filho, Linnet.

(Abrindo um parêntese aqui pra dizer: QUE HOMÃO É O PIERS! Fim!)

Piers e Linnet são dois cabeças duras e competitivos, de um lado ela tenta seduzi-lo com sua arma mais valiosa: seu sorriso, porém, do outro lado essa arma aparentemente não causa nenhum efeito na fera, ele o odeia. Após sofrer uma ciente quando era pequeno, Piers carrega uma dor angustiante na perna e isso faz com que ele ande por ai com uma moleta. O mais legal é ver os dois em uma disputa secreta de quem é o mais desinteressado nesse noivado, em alguns momentos eu desejava ser a Linnet só para vê o conde nadar todos os dias de manhã na piscina fria do mar e me enlaçar no seu corpo quente 🔥

Aos poucos vamos conhecendo mais da personalidade dos dois e vendo aos poucos um amor forte, possessivo e delirante surgir, mesmo que nenhum dos dois deem o braço a torcer. Ps: cuidado com as cenas da Casa de Guarda (vou logo avisando!).

Os personagens secundários são bem construídos e super importante para o desenvolver do livro. A narrativa é fluida e apesar de ser um romance de época a escrita é bem simples e leve. Percebe-se uma mescla de pureza e momentos hots que estamos acostumados na maioria dos romances de época. A personagem que eu mais gostei e que me fez rir muito foi a mãe de Piers, a duquesa Marguerite, uma mulher independente, forte e carismática (e bem louquinha).

Esse é o primeiro livro de uma série que são releituras de contos de Fadas e que já foram confirmados pela Arqueiro que serão publicados:




E ai gente? Curtiram a resenha? Deixem aqui em baixo nos comentários o que vocês acharam e se foi só eu quer fiquei desejando um conde desse na minha vida pacata! Beijos e até a próxima ❤️

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